Quanto custa casar no civil: tabela por estado (2026)
O valor do casamento no civil não é um número único: é uma tabela estadual que muda todo ano. Veja quanto custa em seis estados, com fonte oficial, e o que muda entre casar no cartório e fora dele.
Equipe eziduo··10 min de leitura
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Casar no civil custa entre pouco mais de R$ 160 e cerca de R$ 900 na sede do cartório, dependendo do estado. Essa é a faixa das tabelas oficiais de emolumentos de 2026 de seis estados populosos do país. A fonte de cada valor está listada mais abaixo. O custo sobe bastante quando vocês pedem para o casamento acontecer fora do cartório. Em alguns estados, pode passar de R$ 2.000.
O motivo de não existir uma resposta única é simples. Cada estado tem sua própria tabela de emolumentos, definida por lei estadual. Essa tabela é atualizada todo ano pelo Tribunal de Justiça local. Não existe uma tabela nacional de cartório. Um site que diz "o casamento custa X reais" sem dizer em qual estado está chutando. Sem citar a fonte, é repetição do chute de outro site.
Do que é feito o valor do casamento no civil
O valor final que vocês pagam no cartório normalmente soma três partes:
Habilitação de casamento: o processo que analisa a documentação dos dois. Publica o edital de proclamas e confirma que não há impedimento legal. É sempre o primeiro passo.
Registro (ou assento) de casamento: o ato de lavrar e registrar o casamento em si. Geralmente é feito no mesmo dia da cerimônia, com direito à primeira certidão.
Diligência, quando a cerimônia sai da sede do cartório: uma taxa extra pelo deslocamento do oficial, e do juiz de paz em alguns estados. Pode multiplicar o valor final por três, quatro ou mais vezes.
Casar na sede do cartório, no horário normal de expediente, é sempre a opção mais barata. Casar fora custa mais, seja com hora marcada, em outro endereço ou depois do expediente. O motivo é a cobrança de diligência.
Quanto custa em cada estado (tabela de 2026, com fonte)
A tabela abaixo traz o valor de casar na sede do cartório, no horário normal, em seis dos estados mais populosos do país. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia estão nela porque somam boa parte da população do país. Distrito Federal e Rio Grande do Sul entraram para mostrar a variação entre regiões. Cada valor tem a tabela oficial de origem, vigente para 2026.
Repare na diferença. Casar no civil no Rio Grande do Sul, na sede do cartório, custa menos de R$ 200. No Rio de Janeiro, o mesmo casamento, também na sede, passa de R$ 1.200. É quase oito vezes mais caro entre dois estados vizinhos da mesma região. Isso mostra por que nenhuma resposta genérica sobre "o valor do casamento no cartório" serve para todo o Brasil.
A pergunta "quanto custa casar no civil" muda de resposta a cada divisa de estado, mesmo entre vizinhos. Se o seu estado não está na lista, o caminho é o mesmo para todos. Procure a tabela de emolumentos do Tribunal de Justiça do seu estado, ou da Corregedoria-Geral de Justiça. Ela é publicada no início de cada ano. Confirme depois com o cartório onde vocês pretendem casar. Preço de cartório muda até de cidade para cidade dentro do mesmo estado, dependendo do porte da comarca.
Casar fora do cartório custa bem mais
Se vocês querem a cerimônia em outro lugar, seja em casa, num salão de festas ou ao ar livre, o valor sobe. O motivo é a diligência do oficial de registro, e em alguns estados também do juiz de paz. Com base nas mesmas tabelas oficiais de 2026:
São Paulo: sai de R$ 601,58 na sede para R$ 2.005,25 fora dela. Mais de três vezes o valor.
Rio de Janeiro: a celebração fora da sede é cobrada à parte, em R$ 1.444,58. Some isso à habilitação de R$ 899,68.
Minas Gerais: soma-se uma diligência de R$ 673,40 ao valor da habilitação e do assento.
Bahia: a própria tabela do TJBA prevê que a diligência pode chegar a até cinco vezes o valor da habilitação. Isso dá até R$ 1.355,70.
Distrito Federal: soma-se R$ 387,45 de diligência do oficial. Se o juiz de paz também precisar se deslocar, mais R$ 774,91.
Rio Grande do Sul: é o estado com o aumento proporcional mais suave. O assento sai de R$ 66,00 para R$ 132,50 a domicílio, e R$ 264,50 se for depois das 18h.
Se o orçamento é curto, casar na sede do cartório, dentro do horário comercial, é de longe a decisão que mais economiza. Muito mais do que qualquer negociação de buffet ou decoração.
Pacto antenupcial: um custo à parte quando o regime não é comunhão parcial
Se vocês vão casar em separação total de bens, comunhão universal ou participação final nos aquestos, a lei exige uma escritura pública de pacto antenupcial. Ela é lavrada num tabelionato de notas, separado do registro civil. Sem esse pacto, o casamento entra automaticamente no regime de comunhão parcial de bens. Essa é a regra padrão do Código Civil quando o casal não escolhe outro.
Esse custo também varia por estado, e também tem tabela própria. Pelas tabelas oficiais de 2026:
Em Minas Gerais, a escritura de pacto antenupcial custa R$ 655,68 (Portaria nº 8.664/CGJ/2025, Tabela 1, item "j").
Na Bahia, o mesmo ato custa R$ 333,34 (Decreto Judiciário nº 1075/2025, Tabela II, item XIV).
Ou seja: quem decide fugir da comunhão parcial paga mais uma escritura no tabelionato de notas, além da habilitação e do registro. Vale perguntar o valor no tabelionato antes de decidir o regime. A diferença de custo entre um regime e outro nunca aparece nas calculadoras genéricas de "quanto custa casar".
Gratuidade: um direito, não um favor
Quem não tem condições de pagar as taxas do cartório tem um direito garantido por lei. Habilitação, registro e primeira certidão de casamento saem de graça. A Lei Federal nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973 (a lei de registros públicos) prevê a gratuidade para quem se declara pobre. Essa previsão aparece, com redação quase idêntica, nas notas explicativas das tabelas de emolumentos de vários estados. Na tabela da Bahia, por exemplo, consta expressamente: "é gratuita a habilitação de casamento para os declaradamente incapazes de arcar com as taxas". Na de São Paulo, a regra é a mesma. Há também uma condição prática: quem não sabe escrever pode declarar a rogo, com duas testemunhas.
Na prática, isso significa uma declaração assinada por vocês mesmos. Não precisa de laudo, processo judicial ou comprovante de renda formal. Cada cartório tem seu próprio modelo de declaração de pobreza, às vezes chamada de declaração de hipossuficiência. O pedido é feito diretamente lá, no início do processo de habilitação. Se o valor do cartório pesa no orçamento do casal, esse é o primeiro caminho a perguntar, antes de qualquer outro corte de custo.
O exemplo de Ana e Rafael
Ana e Rafael moram em Minas Gerais e decidiram casar no civil em oito meses. Pela tabela de 2026 do estado, a habilitação custa R$ 360,69 e o assento de casamento R$ 94,16. Na sede do cartório, no horário normal, isso totaliza R$ 454,85. Os dois também escolheram separação total de bens, porque cada um já tinha patrimônio antes da relação. Essa escolha significou mais R$ 655,68 de pacto antenupcial no tabelionato. Custo total de cartório: R$ 1.110,53, bem abaixo do que os dois imaginavam antes de pesquisar a tabela oficial.
O resto do orçamento do casamento inclui roupa, festa e lua de mel. Para não deixar o valor do cartório disputar espaço com esse orçamento, Ana e Rafael criaram uma meta no eziduo. O valor cadastrado foi o exato, apurado na tabela do cartório. Os dois foram fazendo aportes mensais ao longo dos oito meses até a data. O aporte pode ser feito por qualquer um dos dois. Sempre que sobrava dinheiro no mês, um deles lançava o valor, e o progresso aparecia igual para os dois. Sem planilha paralela, sem "depois eu te devolvo". Conheça a página de metas do eziduo para ver como funciona esse tipo de meta a dois.
Erros comuns ao calcular o custo do casamento no civil
Confiar em um número redondo sem fonte: "o casamento custa R$ 500" só faz sentido se disser em qual estado e em qual ano. Peça sempre a tabela do cartório onde vocês vão casar.
Esquecer a diferença entre sede e fora da sede: é a variável que mais pesa no valor final. Muita gente só descobre a diligência depois de já ter reservado o espaço da festa.
Não perguntar sobre gratuidade por vergonha: é um direito previsto em lei, não uma exceção vergonhosa. O cartório tem o dever de informar o modelo de declaração.
Ignorar o custo do pacto antenupcial ao escolher o regime de bens: separação de bens ou comunhão universal tem um preço concreto. Ele raramente entra na conta inicial.
Comparar valor de estados diferentes como se fossem o mesmo mercado: o mesmo casamento civil pode custar oito vezes mais, dependendo de onde vocês moram. A tabela acima mostra a diferença.
Antes de fechar a data no cartório
Recapitulando: quanto custa casar no civil depende inteiramente do estado, e a resposta muda todo ano. Os valores desta tabela são de 2026. Cada Tribunal de Justiça reajusta sua tabela de emolumentos anualmente. Confirme sempre o valor atualizado diretamente no cartório onde vocês pretendem casar, antes de fechar qualquer conta. O eziduo não é cartório nem escritório de advocacia. Este texto é informativo, reunido a partir das tabelas oficiais de cada estado. Ele não substitui a confirmação direta com o serviço de registro civil da sua cidade.
Antes do casamento, vocês também vão querer entender o que muda na vida financeira a dois, do documento à conta em comum. Veja também o que precisa para casar no civil e o que é acordo pré-nupcial. Os dois artigos cobrem a parte documental e a decisão sobre patrimônio com mais detalhe do que cabe aqui.